O sistema de saúde global acompanha a evolução do surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. A OMS confirmou 11 casos ligados ao surto, incluindo três mortes, e informou que não há sinais de disseminação maior no momento.
A entidade destacou que a confirmação foi feita pelo diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante coletiva realizada em Madri. A possibilidade de mudança na situação permanece, em função do período de incubação do vírus.
Nova paciente espanhola é o 11º caso. Ela foi evacuada do cruzeiro e testou positivo após entrar em quarentena em hospital militar em Madri. A paciente apresentou febre e dificuldade respiratória, mas permanece estável, sem deterioração clínica.
Situação dos casos e dados técnicos
Nove dos 11 casos confirmados pertencem à cepa Andes do hantavírus, uma variante rara que pode ter transmissão entre pessoas em contatos próximos. A transmissão ocorre, em geral, por contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados.
A doença costuma apresentar febre, calafrios e dores musculares, evoluindo, em alguns casos, para insuficiência respiratória grave. Os sintomas costumam surgir entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus.
O risco global é considerado baixo pela OMS, apesar do aumento no número de casos. Tedros recomendou que passageiros evacuados permaneçam em quarentena por 42 dias.
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