A rodovia que liga o reino de Himachal Pradesh ao Vale de Spiti ergue-se a 4.551 metros de altitude, um trecho íngreme e quase sem asfalto. A via é mantida pela Organização de Estradas de Fronteira (BRO) da Índia, que trabalha para desobstruir o caminho após avalanches e deslizamentos sazonais.
O relevo íngreme e o solo argiloso favorecem deslizamentos durante o derretimento da neve e as chuvas de monção. Em muitas partes, a estrada é esculpida na face do penhasco, com rochas de toneladas removidas por maquinário pesado.
Desafios da via de alta montanha
A ausência de proteção lateral facilita quedas de até 1.000 metros em trechos sem guarda-corpos. Além disso, o isolamento impede atendimento rápido em emergências, já que há pouca cobertura de celular e poucas cidades de apoio.
Geografia e povoamento da região
O Vale de Spiti fica na fronteira entre a Índia e o Tibete. A altitude máxima da via ocorre na passagem de Kunzum, a 4.551 metros, em um deserto frio com chuva quase inexistente. O acesso é comum apenas de novembro a maio.
Riscos para quem viaja pela estrada
Rios de degelo glaciar, os chamados Nallahs, atravessam a pista e podem arrastar veículos. Motoristas costumam cruzar pela manhã, quando o nível de água está mais baixo, especialmente em jipes 4×4 e motos.
Atração e motivação dos viajantes
A Spiti Valley Road atrai aventureiros que buscam isolamento e paisagens áridas. Mosteiros milenares esculpidos na rocha e panoramas lunares compõem o cenário. O percurso é apresentado como desafio que testa resistência mecânica e física.
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