O envelhecimento ativo ganha espaço na pauta pública, com o conceito NOLT, New Older Living Trend, ganhando destaque na discussão sobre saúde, participação social e continuidade de projetos após os 60 anos. A ênfase está na autonomia e na presença em diferentes esferas.
A psicóloga Maria Klien afirma que envelhecer não é retração, e sim reorganização psíquica com construção de novo sentido. O foco é sustentar desejo, vínculo e projeto de vida.
O movimento propõe romper com a ideia de perda de valor social na terceira idade, priorizando experiências contínuas e novos caminhos. A narrativa do tempo passa a ser de ocupação, não de limitação.
NOLT: essência e impactos
O conceito promove maior autonomia em trabalho, relações e aprendizado, mantendo a pessoa ativamente engajada ao longo da vida. Brasil enfrenta desigualdades regionais que afetam o acesso a condições de envelhecimento saudável.
Segundo Klien, é preciso considerar a dimensão psíquica da continuidade. Manter-se ativo envolve pertencimento, não apenas ocupação de tempo, para evitar exclusão e impactos na saúde mental.
A proposta valoriza saberes acumulados como base para novas realizações, evitando uma visão estática da memória. Envelhecer com presença envolve atualização constante da própria história.
Desafios para políticas públicas
Especialistas apontam a necessidade de integrar políticas públicas, iniciativas privadas e mudanças culturais. O objetivo é reconhecer o envelhecimento como parte ativa da vida social, com acesso a serviços e participação econômica.
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