Emilio Lara, pesquisador espanhol com doutorado em Antropologia, afirma que o azeite de oliva extravirgem é a fonte mais próxima, na natureza, de juventude. Ele relembra a importância histórica do produto, classificado por ele como o petróleo da Antiguidade.
Segundo Lara, o azeite esteve presente na Roma antiga não só na alimentação, mas também na medicina, cosmética, iluminação e socialização no mundo mediterrâneo. A entrevista ocorre em referência ao livro dele, Um mar de ouro verde.
Em relação ao cenário atual, o pesquisador aponta a Espanha como líder mundial no setor, respondendo por cerca de 50% da produção global, com Jaén destacada pela quantidade e pela qualidade. Esses números consolidam o país como referência no segmento.
Fatores históricos e geográficos ajudam a explicar o domínio espanhol. A localização estratégica da Península Ibérica facilitou exportações desde a Roma antiga, e o clima favorece o desenvolvimento dos olivais, segundo Lara.
O especialista ressalta a importância de escolher azeite extravirgem, obtido na primeira prensagem, evitando versões refinadas. Ele destaca variedade de sabores, que vão de suaves a picantes ou frutados, conforme a azeitona utilizada.
Além do valor gastronômico, Lara aponta benefícios para a saúde. O azeite é descrito como regenerador celular e antioxidante relevante, com estudos sugerindo efeitos no estresse, na depressão, em doenças neurodegenerativas e em alguns tipos de câncer.
Apesar da alta recente dos preços na Espanha, o pesquisador sustenta o consumo do produto por seu valor nutricional. Ele caracteriza o azeite como alimento premium, com uso moderado por durar bastante em uma garrafa.
Entre na conversa da comunidade