A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) ganhou um novo nome: Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). A mudança foi publicada na revista The Lancet e anunciada durante o Congresso Europeu de Endocrinologia, em 2026. Especialistas e organizações médicas participaram do processo.
A alteração busca refletir a complexidade da condição, que envolve hormônios, metabolismo e fatores cardiovasculares. O novo termo destaca a participação de múltiplos hormônios e as alterações metabólicas, não apenas a função ovariana. A decisão ocorreu após um amplo debate internacional.
Por que o novo nome
O rótulo anterior dificultava a compreensão da condição, pois associava a SOP a cistos ováricos visíveis no ultrassom. Em muitos casos, não há cistos patológicos. O novo nome evita reduzir a síndrome a questões ginecológicas, abrangendo também aspectos hormonais, dermatológicos e emocionais.
O que muda na prática
Embora o nome tenha mudado, os critérios diagnósticos permanecem os mesmos: irregularidade menstrual, sinais de hiperandrogenismo, alterações ovarianas compatíveis e níveis hormonais específicos. A abordagem clínica continua centrada no manejo hormonal e metabólico.
Impacto no diagnóstico e no tratamento
Especialistas ressaltam que a mudança pode reduzir o subdiagnóstico. A expectativa é ampliar o acompanhamento multidisciplinar, envolvendo endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos. O tratamento inclui anticoncepcionais, manejo da resistência à insulina, alimentação e atividade física.
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