O Brasil teve queda de 75% nos casos de dengue em 2026. De janeiro a 11 de abril foram registrados 227,5 mil casos prováveis, ante 916,4 mil no mesmo período de 2025. A cifra mostra avanço no enfrentamento da doença no país.
Apesar da redução, especialistas alertam que a circulação do vírus segue sendo um desafio. Mudanças climáticas, urbanização acelerada e dificuldades de controle de criadouros em grandes centros demandam vigilância constante.
A tecnologia tem sido aliada na prevenção. Soluções como o Techdengue utilizam drones, inteligência artificial e geoprocessamento para mapear áreas de risco e criadouros do Aedes aegypti, inclusive em locais de difícil acesso.
Tecnologia na prática
As equipes passam a agir de forma mais estratégica e proativa, reduzindo o tempo de resposta e elevando a efetividade das ações de campo. A análise de dados orienta o direcionamento de recursos para áreas prioritárias.
Segundo o idealizador do projeto, a tecnologia permite antever cenários e otimizar recursos públicos, ampliando a cobertura territorial sem aumentar inspeções manuais. Ações passam a ser mais rápidas e precisas.
O uso de larvicidas orgânicos acompanha o mapeamento, unindo inovação e sustentabilidade ambiental. O Techdengue já atua em cerca de 630 municípios e atinge aproximadamente 13 milhões de pessoas.
Alcance e desdobramentos
Ao todo, o programa já mapeou cerca de 500 hectares com apoio de tecnologia aérea. Especialistas destacam a importância da integração entre poder público, vigilância epidemiológica e inovação para o controle das arboviroses.
Mesmo com a queda, a avaliação é de que o combate à dengue deve seguir contínuo. As ferramentas tecnológicas devem ganhar espaço nas políticas públicas de saúde para monitoramento e prevenção mais eficientes.
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