A arritmia e outras doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte entre mulheres no mundo, com 8,5 milhões de óbitos anuais e representando cerca de um terço das mortes femininas, segundo a OMS. O Dia Nacional de Conscientização da Cardiovascular na Mulher, celebrado ontem, destaca sinais que exigem atenção.
Especialistas ressaltam que há diferenças biológicas e hormonais entre mulheres e homens que impactam o coração. Variações durante o ciclo menstrual, gestação e climatério podem alterar o sistema elétrico cardíaco. A queda do estrogênio após a menopausa reduz o efeito protetor sobre os vasos, elevando a suscetibilidade a arritmias.
Além disso, alterações hormonais afetam o sistema nervoso autônomo, aumentando adrenalina em situações de estresse. Esse conjunto pode favorecer extrassístoles e tornar episódios de arritmia mais frequentes, incluindo fibrilação atrial e taquicardia. Estresse e sedentarismo também elevam o risco.
Falta de diagnóstico de doenças cardíacas
A cardiologista enfatiza que a arritmia em mulheres ainda é subdiagnosticada, chegando a ser identificada com menor frequência do que o esperado. Fatores sociais levam a mulheres a não valorizarem ou relatarem sintomas com prontidão.
Segundo a especialista, sintomas femininos costumam ser mais atípicos, o que pode levar a atribuições indevidas a stress ou ansiedade. Estudos indicam que mulheres procuram menos atendimento médico e participam menos de pesquisas, contribuindo para diagnóstico e tratamento mais tardios.
Sintomas associados à arritmia
- palpitações
- sensação de coração acelerado ou irregular
- falta de ar
- tonturas
- desmaios
- cansaço excessivo
Esses sinais requerem avaliação médica para confirmar o diagnóstico e orientar o manejo adequado.
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