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Britânico quebra quarentena de hantavírus e é visto em bar na Itália

Turista britânico viola quarentena por hantavírus e é detido em Milão; ficará em observação por quarenta e dois dias, apesar de teste negativo

Turista foi levado ao Hospital Sacco, em Milão, na Itália, onde ficará em quarentena
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Um turista britânico na casa dos 60 anos foi detido em Milão, Italia, após descumprir ordem de isolamento relacionada ao surto de hantavírus associado ao navio de cruzeiro MV Hondius. Ele e a acompanhante foram encaminhados ao Hospital Sacco e devem permanecer em quarentena até 6 de junho, em observação de 42 dias.

Segundo fontes, o britânico estava hospedado em uma pousada, o que levou autoridades a classificarem o local como inadequado para o isolamento. A polícia italiana confirmou o cumprimento do protocolo e a verificação de que ele não possuía acomodação adequada.

Guido Bertolaso, secretário regional de Bem-Estar da Lombardia, afirmou que o testou negativo para hantavírus, mas o isolamento permanece obrigatório. Uma segunda pessoa que viajou com o turista também foi hospitalizada como medida de precaução.

Desdobramentos do surto

O britânico havia viajado no mesmo voo de Mirjam Schilperoord, uma das vítimas, falecida após retorno da ilha Santa Helena para Johannesburgo. O marido de Schilperoord foi a primeira morte confirmada. Investigações apontam exposição em uma ilha da Argentina.

Até o momento, são 11 casos associados ao Hondius, 9 confirmados, com 3 mortes. Uma mulher francesa permanece em estado gravíssimo, com suporte de ventilação. O navio partiu da Argentina em 1º de abril e desembarcou em Tenerife, de onde passageiros retornaram aos seus países.

O hantavírus é transmitido por roedores. Não há vacina nem tratamento específico; o atendimento adequado aumenta as chances de sobrevivência. A variante Andes pode ter incubação de até oito semanas, com mortalidade estimada em 50%.

Autoridades sanitárias espanholas e europeias seguem o caso de perto. O Ministério da Saúde da Espanha e órgãos da União Européia monitoram o desenvolvimento da situação, com sequenciamento genético já realizado.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, da OMS, afirmou que não há sinal de pandemia, mas novos casos podem surgir devido à longa incubação. Especialistas ressaltam que o risco para a população em geral permanece baixo.

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