O colesterol elevado em cães e gatos, conhecido como hipercolesterolemia, pode indicar doenças ocultas no organismo dos pets. Embora muitos tutores acreditem que ele cause infarto, eventos cardiovasculares são raros em animais.
Segundo Farah Ramalho, médica-veterinária e consultora da DrogaVET, o exame de sangue que aponta o aumento de gordura sinaliza que há algo mais grave a investigar. Trata-se de um indicador importante, não da doença em si.
Em cães, as causas mais comuns de hipercolesterolemia são hipotireoidismo e diabetes. Em gatos, costuma estar associada a doenças no fígado ou pancreatite, além de obesidade e dietas inadequadas que desordenam o metabolismo lipídico.
A identificação precoce dessas condições é essencial para a longevidade do animal. Em muitos casos, os tutores só descobrem o problema após exames de rotina.
Sinais de alerta costumam ser silenciosos. Em raros, podem aparecer alterações oculares ou lesões cutâneas, reforçando a importância de jejum de 8 a 12 horas antes de exames.
O tratamento busca controlar a doença de base. Mudanças na alimentação, controle de peso e, quando indicado, uso de medicamentos manipulados facilitam a adesão do tutor.
Medicamentos em formato de biscoitos com sabor de picanha ou frango podem aumentar a aceitação pelos pets, ajudando na adesão terapêutica quando necessário.
A prevenção passa pela alimentação balanceada e pela limitação de petiscos, aliados à prática de atividades físicas. Consultas periódicas permitem detectar mudanças antes da evolução do quadro.
Profissionais destacam que manter o metabolismo estável reduz riscos. O objetivo é preservar qualidade de vida e promover longevidade ao melhor amigo do tutor.
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