Carlos Nobre, climatologista brasileiro, concedeu entrevista à EXAME durante o Bioeconomy Amazon Summit em Belém. O cientista destacou que a Amazônia deixou de ser apenas tema ambiental para assumir papel estratégico na economia global.
No BAS 2026, ele ressaltou que a preservação da floresta é condição para uma bioeconomia sustentável. O Brasil enfrenta pressões de mercados, especialmente da União Europeia, que restringe produtos associados ao desmatamento.
Peso econômico da floresta
Nobre explicou que as barreiras comerciais externas podem afetar setores como carne, soja e outros produtos agropecuários ao redor do mundo. Dados do INPE indicam queda de 11,08% no desmatamento da Amazônia em 2025, o menor registro em 11 anos, embora haja pressões contínuas.
Mudanças no setor privado
O climatologista citou exemplos positivos de práticas mais transparentes. Empresas que adotaram rastreabilidade e critérios ambientais em suas cadeias produtivas ajudam a reduzir impactos. Ele mencionou a Natura como referência na utilização sustentável da biodiversidade amazônica.
Nova função no Vaticano
Nobre foi nomeado, em março, pelo papa Leão XIV para o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, órgão ligado à justiça social, meio ambiente e desenvolvimento. O cientista é o único especialista ambiental entre 11 integrantes anunciados pelo pontífice, ligado ao Sínodo da Amazônia.
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