Em 2026, o Brasil registra um óbito e sete casos de hantavírus, efeito que aponta tendência de queda segundo o Ministério da Saúde. O caso envolvendo o navio de cruzeiro MV Hondius é tema de esclarecimento das autoridades.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou em coletiva que as contaminações a bordo não representam risco de transmissão no Brasil. Ele ressaltou que a cepa Andina nunca circulou no país.
Segundo Padilha, a hantavírus no Brasil tem histórico anual de 50 a 70 casos, e o episódio do Hondius não muda esse padrão. A OMS também acompanha o desfecho internacional.
Surto em alto-mar
A Organização Mundial da Saúde confirmou, nesta semana, cinco casos a bordo do Hondius, com transmissão entre pessoas no navio. O navio partiu de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde.
A Secretaria de Saúde descreve o risco como limitado a contatos próximos e prolongados. Ambientes fechados de cruzeiros aumentam a necessidade de monitoramento e prevenção.
Casos no Brasil
Desde 1993, o Brasil soma 2.412 casos e 926 óbitos pela hantavírus até dezembro de 2025. Em 2025 foram registrados 35 casos e 15 óbitos, menor desde o início da série recente.
Em Minas Gerais, um homem de 46 anos morreu após contrair a doença, com histórico de contato com roedor em lavoura. A secretaria estadual afirma que não há motivo para alarme.
Medidas preventivas
A pasta recomenda evitar varrer áreas com poeira de roedores, ventilar o ambiente, umedecer o piso antes da limpeza e proteger alimentos e resíduos. As ações visam reduzir o risco em áreas rurais.
A Secretaria Estadual da Saúde reforça que a hantavirose não é transmitida entre pessoas comumente, e que profissionais de saúde estão treinados para identificar e tratar a doença rapidamente.
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