A virada brusca de temperatura no Brasil acendeu o alerta para crises respiratórias e quadros de alergia, incluindo RinITE e Sinusite. Profissionais destacam que mudanças climáticas rápidas influenciam o nariz, principal filtro do ar.
O especialista Dr. Miguel Tepedino, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, explica que o ar frio e seco prejudica o funcionamento nasal. A mucosa resseca, os cílios se tornam menos eficientes e a secreção fica mais espessa.
Ambientes fechados favorecem a proliferação de vírus e de ácaros. No contexto urbano, além disso, poeira, mofo, poluição e odores irritantes aumentam o risco de crises alérgicas e infecções respiratórias.
Cuidados
Para amenizar os sintomas, não há fórmula única. Recomenda-se reduzir a presença de ácaros em colchões, travesseiros e tecidos, manter locais ventilados e controlar a umidade para evitar mofo.
O uso de soro fisiológico em lavagens nasais pode aliviar o quadro, removendo secreções e irritantes. É importante usar a solução adequada, sem pressão excessiva e com dispositivos limpos.
Medidas e cuidados adicionais
Evitar antibióticos sem prescrição e não interromper tratamentos são orientações repetidas pelo especialista. Descongestionantes fornecem alívio rápido, mas não tratam a causa e podem provocar efeito rebote com uso prolongado.
O médico ressalta que antibióticos devem sempre ser indicados por profissional de saúde. A educação sobre higiene nasal e prevenção ajuda a reduzir a frequência de crises.
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