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Sarampo: torcedores devem se vacinar para a Copa devido a surtos nos países-sede

Vacine-se contra o sarampo com pelo menos 14 dias de antecedência da viagem à Copa do Mundo de 2026; reforço recomendado e calendário vacinal em dia

CB.Poder: infectologista Eliana Bicudo alerta que quem vai para a Copa do Mundo precisa se vacinar contra o sarampo. Na bancada, as jornalistas Carmen Souza (C) e Sibele Negromonte - (crédito: Correio Braziliense)
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A menos de um mês da Copa do Mundo 2026, passageiros que vão para México, Estados Unidos ou Canadá devem se vacinar contra sarampo com pelo menos 14 dias de antecedência. A orientação foi dada pela médica infectologista Eliana Bicudo em reunião do CB.Saúde, parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília.

Segundo a especialista, a imunização deve seguir o calendário vigente no SUS, com reforço se a pessoa não tiver tomado todas as doses. O intervalo mínimo de 14 dias antes da viagem ajuda a reduzir o risco de transmissão durante a competição e a retorno ao Brasil.

A vacina contra sarampo é conjugada no Brasil. Crianças acima de um ano já têm proteção quando o calendário é cumprido, e adultos devem se imunizar mesmo que já tenham tomado, caso haja dúvidas sobre o cartão vacinal. O objetivo é manter o Brasil livre da doença durante o torneio.

Outros imunizantes recomendados e cuidados

O Ministério da Saúde também orienta a imunização contra difteria e tétano, com a dose dT para adultos. A cobertura vacinal mais recente é associada a casos de difteria no México, motivo adicional para completar a proteção antes da viagem.

Além disso, vacinas contra influenza e COVID-19 também são recomendadas para viajantes. Em algumas regiões do México, pode haver exigência da vacinação contra febre amarela, dependendo do destino.

Hantavírus e medidas de prevenção

Recentemente, houve casos de hantavírus em navios de cruzeiro, gerando alerta para possíveis surtos. O risco de uma nova pandemia não foi indicado, mas casos podem ocorrer conforme o período de incubação, que varia entre 3 e 60 dias.

Não há vacina nem tratamento específico para hantavírus. A prevenção envolve evitar áreas com roedores, uso de máscara em zonas com roedores e observação de contatos próximos a passageiros e tripulantes que apresentem sintomas.

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