O exercício físico pode reduzir rapidamente a vontade de fumar, aponta uma revisão científica. A análise reúne resultados de dezenas de ensaios clínicos e foca em fissuras por nicotina.
O estudo foi publicado no Journal of Sport and Health Science em 7 de abril de 2026 e liderado por B. Singh. Pesquisadores examinaram milhares de participantes em várias modalidades de treino.
A pesquisa avaliou 59 ensaios randomizados, com mais de 9 mil voluntários. Foram incluídos exercícios aeróbicos, treino de resistência, ioga, HIIT e atividades diárias integradas.
Impacto quase imediato do exercício na fissura
Uma das descobertas centrais é a redução da fissura logo após uma sessão de treino. Dados indicam efeitos já a partir de 10 minutos de atividade.
Os benefícios persistem em 20 e 30 minutos de prática, com maior intensidade associada a melhores resultados no controle do impulso de fumar.
Caminhar rápido, correr, pedalar ou treinar com maior intensidade aparecem como estratégias imediatas para conter o desejo de cigarro em momentos de maior risco.
Efeitos em programas estruturados
Programas estruturados de exercícios mostraram potencial para aumentar a taxa de abandono do cigarro ao longo do tempo. A prática regular eleva a abstinência contínua em comparação a grupos sem treino.
Em parte dos estudos, fumantes que praticaram atividades físicas apresentaram 15% a mais de abstinência contínua e 21% a mais de abstinência de sete dias.
Estima-se ainda que quem se exercita reduz, em média, o consumo diário de cigarros em cerca de dois exemplares.
Mecanismos e benefícios adicionais
Especialistas sugerem que o exercício atua em múltiplos mecanismos do vício em nicotina: aumenta neurotransmissores do prazer, reduz o estresse e melhora o humor.
A prática regular também ajuda a controlar a ansiedade, aliviando irritabilidade, tensão e agitação associadas ao abandono.
Além disso, os benefícios vão além do tabagismo, incluindo melhoria cardiovascular, condicionamento físico e saúde mental.
Considerações finais sobre o uso do exercício
Os pesquisadores destacam que o exercício não substitui tratamentos tradicionais, como acompanhamento médico, apoio psicológico e reposição de nicotina.
Os resultados reforçam a importância de combinar treino com terapias já estabelecidas para melhores taxas de cessação.
Os autores ressaltam a necessidade de mais estudos sobre cigarros eletrônicos e vaporizadores, tema em crescente evolução.
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