A Titônia, planta exótica originária do México, avança pelo Cerrado e já preocupa moradores de condomínios e especialistas. Embora pareça ornamental, ela sufoca a vegetação nativa e pode comprometer o equilíbrio ecológico da região.
Especialistas destacam que o manejo exige cuidado: a planta é resistente, rebrota a partir das raízes e demanda técnicas específicas para controle. Em áreas privadas, o cultivo não é proibido, mas em unidades de conservação o controle é obrigatório.
Ameaça ao Cerrado e áreas protegidas
O avanço da Titônia já alcança áreas protegidas como o Parque Nacional de Brasília, demonstrando que o problema vai além de condomínios. A planta compete com espécies nativas e reduz a biodiversidade local.
Ações e regras para manejo
A presença da Titônia integra a lista do ICMBio de plantas invasoras. A retirada em áreas de preservação depende de autorização do Ibama, e o manejo deve seguir normas ambientais para evitar danos adicionais.
Outras espécies invasoras
Além da Titônia, a leucena (Leucaena leucocephala) também é mencionada como invasora do Cerrado. Cresce rápido, produz muitas sementes e altera a composição do solo, dificultando o desenvolvimento de plantas nativas.
Conscientização e responsabilidade
Especialistas ressaltam que plantas ornamentais podem se tornar invasoras quando soltas no meio ambiente. O cuidado com a escolha de espécies e a adoção de práticas de manejo ajudam a proteger o Cerrado e sua biodiversidade.
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