Analises apontam contaminação da água da Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte, por bactéria de alto risco. O material foi coletado em 14 de abril e o relatório, de 6 de maio de 2026, indica presença de Pseudomonas aeruginosa em setores sensíveis como bloco cirúrgico, obstétrico, lactário e unidades neonatais.
O documento foi encaminhado pelo Sindsaúde a órgãos como Fhemig, MPMG e ALMG. Em diversos pontos da unidade, a contaminação ultrapassou 2 mil UFC/100mL, incluindo o bloco cirúrgico, obstétrico, lactário, pasteurização e UCIM. A UTIM e a CME também aparecem na relação.
Níveis alarmantes de bactérias heterotróficas foram registrados em CTI adulto, bloco cirúrgico, lactário, obstétrico e pasteurização, com contagens superiores a 57 mil UFC/mL, mais de 114 vezes o limite de alerta de 500 UFC/mL. O risco envolve recém-nascidos, gestantes e pacientes vulneráveis.
O que diz a Fhemig
A Fhemig informou que segue protocolos sanitários rígidos e que a água consumida é mineral. Segundo a instituição, a análise de abril identificou Pseudomonas aeruginosa e bactérias heterotróficas em pontos da maternidade.
Após o diagnóstico, houve limpeza e desinfecção imediatas de reservatórios e caixas d’água, além de medidas previstas no plano de ação. Treinamentos com equipes de higienização também foram promovidos.
A Fhemig afirmou não haver registros de sintomas gastrointestinais entre servidores e não houve infecções hospitalares associadas ao caso em abril e maio. A instituição continua monitorando a qualidade da água e adotando medidas para a segurança de pacientes, acompanhantes e trabalhadores.
Entre na conversa da comunidade