Sergei Krikalev chegou ao espaço em 19 de maio de 1991, a bordo da Soyuz TM-12, com destino à estação Mir. A missão o colocava como o último cidadão soviético, diante de um cenário político conturbado em seu país.
Originalmente, a permanência no espaço seguiria o cronograma padrão. Em julho de 1991, Krikalev concordou em estender a estadia por ajustes operacionais, já que dois voos foram reduzidos a um.
A dissolução da União Soviética gerou impasses financeiros e institucionais que prolongaram a missão. Krikalev permaneceu na órbita para aguardar a próxima tripulação prevista para outubro daquele ano.
Retorno e legado
A missão terminou em 25 de março de 1992, quando Krikalev voltou à Terra. A Alemanha pagou US$ 24 milhões à Rússia para trazer Klaus-Dietrich Flade, que acompanhou o cosmonauta até a Terra.
Ao retornar, Krikalev já era reconhecido como Herói da Rússia. Anteriormente, era laureado como Herói da União Soviética, pelos serviços prestados durante a transição geopolítica.
Ao todo, Krikalev acumulou mais de um ano e cinco meses no espaço. Participou da montagem da ISS e do voo inaugural do ônibus espacial conjunto EUA-Rússia.
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