Jeremy Schneider, especialista em finanças pessoais, afirma que investir é simples e que administra um portfólio de US$ 4 milhões dedicando cerca de cinco minutos por ano. Mesmo assim, fundou uma consultoria para democratizar o acesso à orientação financeira.
Pouco comum no setor, Nectarine conecta clientes a planejadores que cobram apenas pela dedicação de tempo: sem comissões, sem percentual sobre ativos. O modelo busca reduzir conflitos de interesse presentes em firmas tradicionais.
Segundo Schneider, a função humana vai além de robo-advisers: ajuda a responder questões complexas e pessoais, como comprar ou alugar, economizar para estudo dos filhos ou planejar a aposentadoria, aspectos que a IA ainda não resolve com precisão.
A empresa que dirige oferece orientação com base em três modelos de remuneração: comissão, gestão de ativos (AUM) e taxa fixa. Ele defende que a taxa fixa evita incentivos distorcidos e facilita decisões alinhadas aos objetivos do cliente.
Schneider afirma que a taxa fixa costuma ser o diferencial: os advogados em Nectarine definem tarifas entre US$150 e US$400 por hora, ou até US$500 mensais para o acompanhamento contínuo. A ideia é remunerar o serviço, não a venda de produtos.
Em comparação, ele aponta limitações dos robo-advisers: estes lidam bem com tarefas rápidas, como explicar regras de Roth IRA, mas não substituem a análise de cenários de vida ou decisões de alto impacto, exigindo contexto humano.
Além disso, ele destaca que o termo fiduciário não é garantia absoluta de qualidade. No Nectarine, todos os profissionais são fiduciários, mas a avaliação deve considerar cada histórico e abordagem individual.
Schneider também revela que não utiliza consultoria financeira para a própria vida. Paga apenas um profissional tributário e acredita que, para quem não busca gestão ativa, investimentos passivos com rebalanceamento simples já bastam.
Para quem busca orientação, o fundador recomenda entender como os consultores são remunerados e quais conflitos de interesse podem existir. A gestão de planejamento financeiro pode trazer retorno significativo quando bem direcionada.
Contrapontos entre IA e humanos
Schneider reconhece avanços de IA e robôs na organização de informações e na seleção de fundos, mas sustenta que humanos conseguem questionar cenários, interpretar leis e adaptar estratégias aos objetivos de cada pessoa.
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