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Testemunha principal relembra avistamentos de UFOs no Brasil 40 anos depois

Testemunha principal relembra a noite em que 21 óvnis sobrevoaram o Brasil; áudios de controladores reaparecem 40 anos depois

O sargento Sérgio Mota da Silva na torre de controle do Aeroporto Internacional Professor Urbano Ernesto Stumpf, em São José dos Campos (SP); controlador de voo foi personagem principal na "Noite Oficial dos Óvnis", quando 21 objetos voadores não identificados foram avistados no Brasil
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Pouco depois das 18h de 19 de maio de 1986, o sargento Sergio Mota da Silva, então com 28 anos, monitorava a decolagem de um voo da Rio-Sul no aeroporto de São José dos Campos (SP). Ao observar um ponto luminoso diferente, acionou a torre de Guarulhos para confirmar se havia registro de outra coisa no radar.

A partir daí, abriram-se diálogos entre controladores de voos, pilotos civis e militares, além da Defesa Aérea, sobre a detecção de ao menos 21 objetos voadores não identificados em quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais. Alguns objetos teriam diâmetro de cerca de 100 metros e foram vistos por radares do CinDacta.

O episódio ficou conhecido como a Noite Oficial dos Óvnis e é considerado sem precedentes por ufólogos. Ao longo da noite, caças da FAB decolaram para perseguir os objetos, com relatos de interações entre controladores, pilotos e militares, conforme áudios disponíveis no Arquivo Nacional.

O que foi avistado e como foi registrado

Segundo relatos, os objetos apresentaram variações de velocidade entre subsônica e supersônica, além de acelerarem de forma abrupta. Havia mudanças de altitude e curvas com raios constantes ou indefinidos. As luzes variavam entre brancas, verdes, vermelhas e laranja, ou apareciam sem indicação luminosa.

Os objetos eram descritos como sólidos, com capacidade de acompanhar observadores e manter distância, voando em formação em alguns momentos. Em São José dos Campos, Mota afirmou ter observado três objetos próximos à pista, com interação parcialmente perceptível pelas luzes de balizamento.

Participantes e desdobramentos da época

Entre os envolvidos estavam o então coronel Ozires Silva, que viajava de São José dos Campos a Brasília e acompanhou a situação; pilotos da FAB, que subiram para perseguir os objetos; e controladores de tráfego de São José dos Campos, São Paulo e Brasília. Ozires e o comandante Alcir Pereira da Silva tentaram acompanhar os objetos por quase 30 minutos.

As gravações com os diálogos entre controladores, pilotos e autoridades da Defesa Aérea foram reunidas em oito fitas cassete disponíveis no Arquivo Nacional desde 2015, com trechos que aparecem em reportagens e livros sobre o tema.

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