A presença de animais no ambiente de trabalho tem ganhado atenção na ciência, especialmente quanto à saúde mental. Pesquisas indicam que cães no espaço profissional podem favorecer o bem-estar emocional, a socialização e a resiliência no dia a dia.
O estudo foi conduzido em uma faculdade de medicina veterinária, com profissionais e docentes. A participação ocorreu por meio de um programa de interação com cães no local de trabalho, comparando quem participou com quem não participou.
A pesquisa foi publicada em 2026 na revista Frontiers in Psychology, com condução de MacInnis, Ogata e Nieforth. O objetivo foi avaliar impactos de curto e longo prazo nesse contexto específico.
Resultados e impactos
Embora não tenha havido diferença significativa em medidas gerais de saúde mental entre os grupos, relatos qualitativos apontaram efeitos relevantes. Participantes destacaram mudanças na dinâmica do ambiente.
Quatro efeitos surgiram dos relatos: maior interação social entre colegas, aumento do bem-estar emocional, estímulo à atividade física durante pausas e sugestões para aperfeiçoar a organização do programa.
A análise adotou um modelo de resiliência no trabalho, associando as interações com cães ao fortalecimento de vínculos, regulação emocional e sentido no ambiente profissional.
Implicações para organizações
Os resultados sugerem que programas com cães podem complementar estratégias de saúde ocupacional, especialmente em contextos de alta pressão. A continuidade e a logística são pontos a melhorar.
Entre as recomendações estão assegurar acesso igualitário, aprimorar a logística e manter o programa a longo prazo, para ampliar impactos positivos no ambiente de trabalho.
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