O eclipse solar anunciado para 2 de agosto de 2027 promete durar cerca de seis minutos, o que o torna o mais longo desde 1870. Observadores apontam que a Lua vai bloquear completamente o Sol em algumas regiões, superando a duração típica desse fenômeno.
Especialistas destacam que o evento não será visível do Brasil. O melhor ponto de observação será a Arábia Saudita, com oportunidades também em partes da Europa e da África. O trajeto começa no Oceano Atlântico, segundo cálculos astronômicos.
O diferencial do eclipse de 2027 é a proximidade da Lua à Terra, situando-se quase no perigeu, o ponto mais próximo da órbita. Esse fator amplia o tempo de ocultação solar em áreas sob o caminho da sombra.
Segundo o Observatório do Valongo, houve um eclipse de maior duração em 2009, no Pacífico. O novo fenômeno tem origem semelhante e, conforme estimativas, só voltará a ocorrer com essa configuração em cerca de 157 anos.
Em observações anteriores, a distância entre a Lua e a Terra influenciou a duração. O Urânia Planetário ressalta que essa condição reduz a transparência de eventos paralelos e acentua o tempo de ocultação.
Segurança na observação
Durante um eclipse, parte do Sol permanece visível e observar sem proteção pode causar danos à visão. O período de totalidade é o único momento seguro para olhar diretamente, ou quando a Lua cobre o Sol por completo.
Durante eclipses anulares, a superfície solar não fica totalmente coberta, exigindo proteção ocular constante. Óculos certificados ou filtros adequados são indispensáveis para qualquer observação direta.
Olhar fixamente para o Sol pode provocar cegueira ou danos permanentes à retina. Em casos de exposição inadequada, os danos podem ser permanentes, sem tratamento eficaz.
Para observar o eclipse de forma indireta, utiliza-se um projetor pinhole ou outras técnicas que projetam a imagem do Sol. Instrumentos com filtros solares na frente também são opções seguras.
Sob supervisão de Thiago Félix
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