A Colossal Biosciences, startup de biotecnologia dos EUA, informou ter incubado pintinhos em estruturas artificiais impressas em 3D, com o objetivo de reproduzir funções de casca de ovo. O anúncio ocorreu em 19 de novembro, no contexto de pesquisas sobre desextinção. O uso de ovos artificiais visa contornar limitações biológicas de espécies extintas.
O sistema funciona com recipientes em formato similar a colmeias, com membrana de silicone que deixa entrar oxigênio. Embriões de galinha foram transferidos para o ambiente artificial entre 36 e 40 horas após a postura. Depois, a incubação contou com suplementação de cálcio, essencial para o desenvolvimento embrionário.
Cerca de 18 dias depois, os pintinhos romperam as estruturas artificiais e emergiram vivos. A empresa divulgou vídeo com animais já ativos. A Colossal pretende ampliar a etapa para embriões de emas e avestruzes, por apresentarem ovos maiores.
Pendências técnicas e científicas permanecem. A empresa não publicou artigo revisado nem apresentou dados completos sobre taxa de sucesso. Para parte da comunidade, é cedo para avaliar o alcance da tecnologia sem evidências independentes.
Especialistas acreditam que a tecnologia pode apoiar conservação de espécies ameaçadas e programas de manejo em zoológicos, mas ressaltam a necessidade de dados confiáveis. Outros veem o desenvolvimento como ainda distante da prática, exigindo cautela.
A Colossal ganhou notoriedade ao anunciar planos de desextinção, incluindo mamute-lanoso e tilacino. Debates éticos e científicos acompanham as pesquisas, com vozes que questionam a alocação de recursos e a real viabilidade de reintrodução de espécies extintas.
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