O Google anunciou na terça-feira, 19, uma série de recursos com inteligência artificial para o seu motor de busca, o assistente Gemini e outros serviços. A mudança visa reformular o modelo de negócios da empresa e adaptar o buscador à era da IA.
Entre as novidades está uma nova versão da barra de pesquisa capaz de rastrear a web em nome do usuário. Também há um modo do Gemini que pode atuar de forma autônoma. As inovações aproximam o Google de concorrentes como Anthropic e OpenAI.
O objetivo é permitir consultas mais longas e conversacionais, acompanhando o jeito como as pessoas digitam ou falam. Usuários poderão criar agentes que monitoram tópicos ao longo do tempo, por exemplo para apartamentos ou lançamentos de produtos.
O buscador deve gerar recursos visuais personalizados e miniaplicativos em resposta a solicitações. Um rastreador de atividades físicas pode combinar localização, clima e apps conectados à conta do Google.
Avanços da tecnologia e uso de agentes
O Spark, novo modo do Gemini, permite tarefas em segundo plano, como monitorar extratos e caixas de entrada para atualizações. Também registra tarefas recorrentes e resumos, com referência a conteúdos de apps como Docs, Gmail e Apresentações.
A empresa planeja ampliar a compatibilidade com terceiros e ampliar o funcionamento do Spark ao Gemini para computadores Mac. O Android Halo permitirá monitorar o agente a partir do celular, mesmo com o laptop fechado.
Contexto do mercado de IA
Especialistas apontam que o Google busca chegar mais próximo de um modelo de IA geral, em que a tecnologia atua com maior autonomia. Embora haja avanços, ainda há dúvidas sobre confiabilidade e segurança no uso cotidiano.
Analistas destacam que a Anthropic e a OpenAI lideram no segmento de IA para aplicações empresariais, enquanto o Google tem maior presença entre consumidores. Dados de abril indicam participação menor do Google em IA corporativa nos EUA.
O Google investe pesado em IA, com o Gemini já atingindo centenas de milhões de usuários ativos. A empresa estima gastos de até 190 bilhões de dólares em infraestrutura e chips de IA neste ano, segundo o CEO Sundar Pichai.
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