O uso terapêutico da cannabis medicinal avança no Brasil, impulsionado por mães e cuidadoras que buscam alternativas para distúrbios do sono, dores crônicas e ansiedade. A procura cresce especialmente entre famílias com filhos ou pacientes que demandam tratamentos específicos.
A regulamentação brasileira permite importação, produção e comercialização de medicamentos à base de cannabis, facilitando o acesso. Ainda há burocracia, informações limitadas e necessidade de acompanhamento médico adequado.
Dados do Ministério da Saúde apontam aumento de 300% no número de pacientes cadastrados para uso de cannabis medicinal nos últimos dois anos. A maioria são mães de crianças com epilepsia, autismo e condições neurológicas, além de adultos com dor crônica e ansiedade.
A produção nacional também avança, com cultivo em ambientes controlados que asseguram padronização, segurança e qualidade. Empresas investem em pesquisa e desenvolvimento para ampliar opções terapêuticas.
Desafios e caminho futuro
Embora haja ganho de acesso, setores da sociedade e parte da comunidade médica ainda questionam eficácia e segurança. A tendência é de continuidade da demanda, motivada pela percepção de melhora para pacientes.
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