O estudo, publicado na revista Science, aponta que agrotóxicos se tornaram mais tóxicos globalmente em menos de uma década. No Brasil, a toxicidade associada ao uso de defensivos é elevada, ficando entre os países com maior concentração de resíduos.
A pesquisa analisou centenas de substâncias químicas usadas entre 2013 e 2019. Os resultados mostram aumento da agressividade dos defensivos, com impactos em plantas, solo, água e organismos. Trata-se de alerta para consumo consciente.
No Brasil, a Anvisa aponta alimentos com maior concentração de resíduos entre 2013 e 2019. Entre eles estão pimentão, alface, beterraba, goiaba, alho e abacaxi. Cultivos com maior necessidade de aplicações costumam ampliar resíduos.
Alimentos com mais resíduos
- pimentão
- alface
- beterraba
- goiaba
- alho
- abacaxi
Esses itens costumam exigir mais tratamentos, o que eleva a chance de resíduos ao redor da colheita. A região de cultivo e o manejo influenciam os resultados observados.
Alimentos com menos contaminação
- arroz
- chuchu
- laranja
- batata-doce
- manga
- cenoura
- uva
Mesmo com menor presença de pesticidas, a higienização continua essencial. Dentro dos parâmetros avaliados, esses alimentos apresentaram padrões mais favoráveis.
Como reduzir a exposição aos agrotóxicos
A Anvisa recomenda lavar os alimentos em água corrente. Quando possível, usar solução sanitizante com hipoclorito diluído. Retirar cascas pode diminuir parte dos resíduos.
A compra de produtos orgânicos é uma alternativa para quem busca menor exposição. Embora não elimine totalmente os resíduos, pode reduzir o risco de contato superficial.
O que observar no dia a dia
Lave bem frutas, legumes e verduras. Use solução sanitizante quando indicado. Retire cascas sempre que possível. Varie o cardápio para reduzir exposições repetidas. Dê preferência a orgânicos dentro do orçamento.
Medidas sanitárias ajudam, mas não substituem fiscalização nem políticas públicas. Entender quais alimentos concentram mais resíduos auxilia escolhas de compra e preparo.
A discussão envolve produção agrícola, fiscalização e saúde pública. O estudo reforça a necessidade de monitoramento do uso de defensivos e de práticas que protejam a cadeia alimentar.
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