Durante a Copa do Mundo, a emoção das torcidas pode impactar a saúde cardiovascular. Eventos esportivos elevam a ansiedade e a adrenalina, elevando batimentos e pressão arterial. O tema ganha relevância diante de dados da SBC que indicam cerca de 400 mil mortes anuais por doenças cardiovasculares no Brasil.
Especialistas destacam que pessoas com fatores de risco devem acompanhar a situação com atenção. Em partidas decisivas, hormônios do estresse são liberados, o que aumenta a demanda de oxigênio pelo coração e pode desencadear falhas em quem tem histórico cardíaco ou hipertensão.
Hábitos comuns durante os jogos também elevam o risco. Consumo excessivo de álcool, refeições ricas em gordura e sódio e alterações na rotina de sono favorecem retenção de líquidos e hipertensão, piorando a sobrecarga no sistema cardiovascular.
Sinais de alerta para arritmias
Palpitações, sensação de coração acelerado, tontura e falta de ar podem ocorrer repentinamente em momentos de maior tensão. Dor no peito, suor excessivo e sensação de desmaio também exigem avaliação médica rápida se persistirem.
Em momentos de grande emoção, o organismo reage com maior liberação de hormônios do estresse, o que pode aumentar a ansiedade e provocar desconfortos físicos. O acompanhamento médico, hidratação e manutenção de medicações são medidas importantes para torcer com segurança.
Quando a torcida deixa de ser saudável
A torcida pode se transformar em sofrimento quando a ansiedade se torna crônica ou afeta a vida pessoal e profissional. Em pessoas com maior sensibilidade emocional, crises de ansiedade e mal-estar podem ocorrer diante de jogos intensos.
Profissionais destacam a importância da moderação e do equilíbrio. Planejar horários de sono, manter hidratação adequada e não abandonar tratamentos médicos são atitudes simples para reduzir riscos durante o campeonato.
Fonte: especialistas vinculados à Rede Américas e à SBC, conforme orientação de cardiologia para eventos esportivos de grande porte. Por Janaina Lira
Entre na conversa da comunidade