Sony lançou em 2019 o formato 360 Reality Audio, vendendo a ideia de “futuro da música” no CES. Apple e Dolby tinham planos diferentes para o mercado de áudio imersivo. O evento ocorreu em Las Vegas, com participação de gravadoras e serviços de streaming.
O modelo da Sony previa integração com fones, fones de ouvido intra-auriculares e alto-falantes, além de parcerias com plataformas de streaming. A empresa buscava licenciar a tecnologia e atrair artistas para gravar no formato.
Para personalização, a Sony exigia um mapeamento do ouvido do usuário via app Headphones Connect, hoje Sound Connect. O sistema oferecia uma experiência única apenas para fones da marca, com processamento próprio para gerar o campo sonoro.
A mudança do cenário pela Apple
Em 2021, a Apple anunciou que o Apple Music e dispositivos como AirPods, iPhone, Mac e iPad passariam a suportar Dolby Atmos e áudio espacial com rastreamento de cabeça, atingindo milhões de aparelhos de uma vez. A Apple não exigia mapeamento individual.
A Apple abriu a tecnologia para várias peças de hardware, mantendo o controle do ecossistema. Artistas podiam produzir músicas em Atmos e enviá-las diretamente ao Apple Music, sem criar uma nova solução de áudio espacial from scratch.
O que aconteceu depois
Embora Sony e Dolby tenham chegado a plataformas como Tidal, Deezer e Amazon Music, o mercado ainda não estava maduro. Em 2026, o Atmos domina parte significativa do segmento, com a Sony mantendo presença em seus equipamentos, como soundbars e receivers.
Ao escolher o caminho fechado da Apple, a Apple consolidou o domínio da experiência de áudio espacial dentro do seu ecossistema. A Sony, por sua vez, continuou a aperfeiçoar o processamento de seus fones, sem ampliar rapidamente a adesão ao formato 360 Reality Audio.
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