O trânsito de informações sobre bem-estar chega à hora de dormir. Um ortopedista explica quais critérios realmente influenciam a escolha do travesseiro, destacando posição de sono, suporte e material. O objetivo é evitar desalinhamentos que causem dor cervical ao acordar.
Segundo o médico, travesseiros muito macios ou excessivamente altos mantêm a cervical fora da posição neutra por horas, gerando tensão muscular e desgaste dos discos. O correto é priorizar o suporte e o alinhamento da coluna.
A recomendação é observar altura, firmeza e material antes da compra, para evitar prejuízos a longo prazo. O texto também ressalta a importância de substituir o travesseiro a cada 1,5 a 2 anos, mesmo que pareça em bom estado.
Como escolher o travesseiro certo
A orientação inicial envolve a posição predominante de sono. Quem dorme de lado costuma precisar de travesseiro mais alto e firme, para preencher o espaço entre cabeça e ombro, entre 10 cm e 15 cm.
Para quem dorme de costas, a sugestão é modelo de altura média ou média-baixa, com bom suporte cervical. Quem dorme de bruços deve evitar travesseiros altos, para não sobrecarregar o pescoço.
O material também influencia. Espuma viscoelástica (memory foam) e látex são indicados por oferecerem bom suporte e adaptação ao contorno. O látex costuma ter melhor respirabilidade e durabilidade.
Modelos cervicais contornados podem ser úteis para quem convive com dor crônica. Travesseiros de penas ou fibras muito macias tendem a perder sustentação com o tempo.
Quando trocar o travesseiro
A orientação é atualizar o produto a cada 1,5 a 2 anos, mesmo quando não haja desgaste visível. O enchimento perde resiliência, afunda e acumula ácaros, poeira, suor e fungos, prejudicando o suporte.
Com desgaste, o alinhamento da cabeça e pescoço piora, aumentando a sobrecarga durante o sono. Sinais comuns de necessidade de troca incluem deformação permanente, perda de sustentação e odor persistente.
Impactos no corpo também indicam necessidade de substituição: rigidez no pescoço ao acordar, desconforto frequente e dor cervical recorrente. A avaliação do suporte é fundamental para a saúde da região.
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