O uso de implantes hormonais manipulados pode representar riscos para a saúde da mulher, segundo especialistas. O produto não é padronizado, o que levanta dúvidas sobre qualidade e eficácia, e há relatos de efeitos colaterais.
Os pellets são inseridos sob a pele e liberam doses contínuas de hormônios. Ainda não existem evidências científicas robustas de eficácia, e incertezas sobre segurança a longo prazo são apontadas por médicos.
O ginecologista José Maria Soares Júnior, da USP, explica que a manipulação varia entre fabricantes, tornando difícil prever impactos adversos prolongados. Outros sinais de alerta incluem impactos androgênicos relevantes.
Ele detalha que testes em andamento avaliam não só efeitos colaterais, mas também coagulação, perfil lipídico e glicêmico, bem como resistência à insulina, fatores ligados a eventual risco vascular.
A comparação com o tratamento hormonal tradicional aponta o estrogênio como alvo principal para aliviar calorões da menopausa. Contudo, nem todas as pacientes podem usar estrogênio, exigindo terapias não hormonais.
Síndrome do ovário policístico é citada como condição que pode ser agravada por implantes hormonais desconhecidos. Em muitas situações, volta-se a tratamentos que favoreçam a ovulação ou abordagens para obesidade.
A endometriose também é mencionada como cenário de dor pélvica que demanda cautela adicional, pois os implantes podem trazer efeitos colaterais ainda não bem mapeados.
Tratamento clássico
Soares informa que a pesquisa atual visa segurança de funcionamento dos implantes, incluindo coagulação e metabolismo. O foco permanece na redução de riscos para a saúde da paciente.
Melhor caminho
O especialista recomenda buscar orientação de um médico antes de qualquer opção, avaliando histórico clínico e exames. Cada mulher tem perfil único que deve orientar a escolha terapêutica.
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