A pesquisa publicada nesta terça-feira no British Journal of Sports Medicine questiona a quantidade ideal de atividade física para reduzir o risco de AVC e infarto. O estudo aponta que adultos teriam maior benefício com 9 a 10 horas semanais de exercícios moderados a vigorosos, o que supera as recomendações atuais.
Os autores analisaram dados de acelerômetros coletados por uma semana em cerca de 17 mil participantes do UK Biobank, base de saúde pública. O objetivo foi medir com precisão o volume e a intensidade das atividades do dia a dia.
Quem participou
A amostra envolveu adultos de diferentes faixas etárias e níveis de condicionamento, acompanhados para avaliar incidência de eventos cardíacos ao longo do tempo.
Quando e onde
A divulgação ocorreu em 19 de maio de 2026, com dados extraídos de um conjunto internacional de pesquisadores ligado ao UK Biobank. A revista publicou os resultados de forma antecipada online.
Resultados principais
Pessoas com 560 a 610 minutos semanais de atividade moderada a intensa apresentaram cerca de 30% de redução no risco combinado de AVC ou infarto. Esse patamar equivale a cerca de 10 horas semanais de exercício.
Perspectivas e limitações
Os autores destacam que quem tem menor condicionamento pode precisar de até 50 minutos a mais por semana para chegar aos mesmos benefícios. A OMS recomenda 150 minutos semanais, e esse nível já reduz riscos de forma relevante, segundo o estudo.
Intensidade e atividades cotidianas
A intensidade varia entre indivíduos: uma caminhada pode ser moderada para uns e vigorosa para outros. Movimentos do dia a dia, como jardinagem ou esportes recreativos, também contam como atividade física quando elevam a frequência cardíaca ou o suor.
Limitações apontadas
Especialistas citados pela Scientific American apontam que a coleta de dados durante apenas uma semana é uma limitação. Genética, metabolismo e histórico de saúde também influenciam os resultados, que não podem ser generalizados.
Conclusões práticas
Embora volumes maiores de exercício possam ampliar a proteção cardiovascular, a orientação é manter o sedentarismo afastado e incorporar atividades físicas de forma regular. O estudo reforça que qualquer movimento já traz benefícios.
Entre na conversa da comunidade