A Suíça investirá bilhões em uma bateria subterrânea em Laufenburg, no norte do país, para armazenar energia e liberar até 1,2 GW em milissegundos. O projeto busca estabilidade na rede frente ao aumento de renováveis.
O espaço principal foi escavado abaixo da cidade, com cerca de 27 metros de profundidade, para receber o conjunto de armazenamento e infraestrutura. O site integra ainda um centro tecnológico de 20 mil m² com laboratórios e data center.
A iniciativa é liderada pela empresa FlexBase, que aposta em Laufenburg como ponto estratégico para conectar redes elétricas europeias e ampliar a interoperabilidade com Swissgrid, a operadora da rede suíça.
Tecnologia e capacidade
O sistema utilizará baterias de fluxo redox, que armazenam energia em líquidos mantidos em reservatórios separados. A conversão ocorre por módulos eletroquímicos, gerando eletricidade quando necessário.
Especialistas destacam a durabilidade e a possibilidade de ampliar a capacidade sem grandes mudanças estruturais. Os líquidos usados são menos inflamáveis que algumas tecnologias convencionais, aumentando a segurança em instalações subterrâneas.
Cronograma e impacto
A estrutura é prevista para entrar em operação até o fim da década, com investimentos estimados entre 1 bilhão e 5 bilhões de francos, financiados pela iniciativa privada. O polo tecnológico deverá gerar cerca de 300 empregos locais.
Além disso, o projeto prevê reaproveitar calor residual dos servidores para aquecimento regional, evitando até 75 mil toneladas de CO₂ em 30 anos. A capacidade de resposta rápida ajuda a compensar oscilações de solar e eólica ao longo do dia.
Contexto e relevância
A iniciativa surge em meio à crescente demanda por armazenamento estável diante do crescimento de energias renováveis na Europa. Laufenburg já funciona como ponto-chave de conexão entre redes de diferentes países, fortalecendo a integração regional.
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