No Dia Nacional do Café, o Brasil celebra não apenas a colheita, mas a trajetória da pesquisa cafeeira. O Dia serve de marco para revisitar a atuação de instituições ligadas ao setor, como o Instituto Agronômico de Campinas (IAC).
Em 1968, a rainha Elizabeth II visitou o Brasil, incluindo Campinas em seu roteiro. No IAC, ela foi recebida por Alcides Carvalho, pesquisador de destaque. A visita ajudou a projetar a imagem internacional da ciência brasileira na cafeicultura.
Dona Ivone Botone Baziolli, ligada ao Centro de Café do IAC, acompanhou a memória da visita e contribuiu para preservar esse legado histórico. Ela manteve vivo o registro da passagem da monarca pelo instituto.
O IAC já era referência mundial em melhoramento genético, seleção de cultivares, adaptação do cafeeiro e estudos de doenças. Seu banco de germoplasma reúne material genético vital para o desenvolvimento de novas variedades.
Entre cultivares históricas, nasceram Mundo Novo e Catuaí, marcos da produtividade brasileira. Hoje, o instituto atua em inovação, sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas, mantendo forte presença na cafeicultura.
Legado e projetos atuais
Pesquisas em fertilidade do solo, agroclimatologia e nutrição definem práticas técnicas para a cafeicultura. Projetos como o de cafés exóticos avaliam espécies e híbridos para novas experiências sensoriais dos consumidores.
Também existe a Confraria do Café Solo Sagrado, criada no IAC para aproximar pesquisadores, produtores, torrefadores e apreciadores. A iniciativa reforça a cultura do café e a troca de conhecimentos.
Para o pesquisador Sérgio Parreiras Pereira, o maior legado do IAC é a base científica da cafeicultura brasileira. A instituição formou gerações de profissionais e impulsionou a inovação do setor.
Assim, o IAC permanece ativo como referência em pesquisa, tecnologia e formação, consolidando o Brasil como protagonista na produção de café e na geração de conhecimento agrícola.
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