A cirurgia robótica realizada em Porto Alegre envolve o médico Norberto Martins, que operou de Wuhan, na China, a retirada da vesícula de um paciente de 47 anos no Hospital Mãe de Deus. A intervenção ocorreu nesta quarta-feira e foi divulgada como uma das telecirurgias mais distantes já registradas, com distância de mais de 18 mil quilômetros entre os centros.
O procedimento contou com o uso do robô Toumai, que executou as ações médicas em Porto Alegre a partir dos comandos enviados pela equipe na China. O tempo de resposta entre as ações do médico e a execução no Brasil ficou em aproximadamente 200 milissegundos, segundo relato dos envolvidos. Guilherme Pesce, que atuou no centro cirúrgico brasileiro, prestou suporte local ao paciente.
Segundo o médico, a telecirurgia integrou a programação científica do 10º Congresso Chinês de Cirurgia Hepatobiliar, Cirurgia Robótica e Inteligência Artificial. Martins ressaltou que o avanço representa um marco para a cirurgia robótica brasileira e destaca a excelência da equipe do Hospital Mãe de Deus. O hospital gaúcho já havia promovido, no ano anterior, a primeira telecirurgia robótica não experimental da América Latina.
Ampliando o uso da robótica no estado
No Rio Grande do Sul, a adoção da robótica em hospitais públicos e filantrópicos tem ganhado espaço. No Hospital São Lucas da PUCRS, procedimentos robóticos já são realizados pelo SUS, conforme relatos de gestores locais. A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre mantém o primeiro centro de formação em cirurgia robótica do estado.
Especialistas destacam que a tecnologia pode reduzir traumas cirúrgicos e acelerar a recuperação. Também apontam que o uso de robôs facilita procedimentos com maior precisão e conectividade entre equipes de diferentes países, ampliando oportunidades de cooperação internacional.
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