A Advocacia-Geral da União e o governo do estado do Maranhão foram acionados por Dino para cobrar um plano conjunto de combate às queimadas, com foco no período de maior risco previsto para 2026. A medida busca preparar ações rápidas diante de condições climáticas previstas.
A decisão judicial baseia-se em documentos que apontam temperatura acima da média e déficit hídrico persistente na Amazônia Legal e no Pantanal, em especial durante o pico do El Niño. O relatório cita o intervalo crítico entre setembro e outubro de 2026 para incêndios florestais.
Dados da NOAA indicam 82% de chance de o El Niño surgir entre maio e julho de 2026, e 96% de probabilidade de persistir entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027. A previsão aponta ainda alta probabilidade de impactos relevantes no clima brasileiro.
Conforme a nota técnica conjunta de órgãos federais, o fenômeno pode alterar padrões de chuva e de temperatura em grande parte do país, elevando o risco de eventos climáticos extremos. No Norte, há expectativa de agravamento da seca e maior vulnerabilidade a incêndios.
A análise acrescenta que, em períodos anteriores relacionados ao El Niño, como a seca de 2015, houve aumento de fogo em aproximadamente 36% frente à média dos 12 anos anteriores. Isso reforça a necessidade de planejamento para 2026.
Entre na conversa da comunidade