A disseminação de informações enganosas sobre a perimenopausa nas redes sociais tem gerado preocupação entre especialistas. Mulheres podem buscar soluções inadequadas que não tratam de problemas de saúde subjacentes ou que aumentam o risco de gravidez não planejada.
A perimenopausa é a fase que antecede a menopausa, com flutuação de hormônios e sintomas como alterações no ciclo, rubor, mudanças de humor, fluxo intenso e dificuldades para dormir. O início pode ocorrer já na casa dos 40, mas varia conforme cada pessoa.
Há alerta de que conteúdos online promovem suplementos ou tratamentos alternativos sem eficácia comprovada, levando a custos elevados e a decisões inadequadas. Profissionais destacam que, em alguns casos, mulheres próximas aos 40 questionam se já estão na perimenopausa e chegam a supor que podem interromper a contracepção.
Os especialistas orientam buscar avaliação médica para confirmar a condição e assegurar proteção contra gravidez indesejada, se necessário. A sobreposição de sintomas com outras condições, como insuficiência ovariana, reforça a necessidade de acompanhamento médico.
A escolha de métodos contraceptivos durante a perimenopausa é individual. Existem opções como preservativos, que protegem também contra infecções, e DIU hormonal ou não hormonal. Por outro lado, contraceptivos hormonais trazem benefícios como redução de sangramentos, dor e sintomas de condições associadas, além de proteção contra gravidez.
Embora alguns estudos associem certos métodos hormonais a riscos adicionais, eles também apresentam potenciais vantagens, como diminuição do risco de alguns tipos de câncer. O uso de progestógeno isolado, com adesivos, pílulas de uso reduzido, injeções ou sistemas intrauterinos, pode reduzir sangramentos intensos e complementar a terapia de reposição hormonal para aliviar sintomas.
Sobre a pílula combinada, especialistas explicam que o etinilestradiol tem propriedades estrogenizadas fortes, elevando o risco de coágulos em certos grupos, como pessoas com obesidade, tabagismo ou com idade avançada. Ainda assim, a idade não, por si, impede o uso sob avaliação de fatores de risco.
Novas formulações de pílulas combinadas contam com estrogênio natural e apresentam menor risco de coágulos, oferecendo alternativa mais segura para mulheres na faixa dos 40 e 50 anos. O ajuste de doses e a avaliação individual são cruciais para decidir a melhor opção.
Se a mulher ainda não atingiu a menopausa, tem menos de 55 anos e não pretende engravidar, a contracepção continua indicada. Mesmo com HRT, as doses utilizadas costumam não impedir a ovulação, mantendo a necessidade de método contraceptivo, quando desejado.
Para além das opções convencionais, há hormônios idênticos ao que o corpo produz naturalmente. Embora ofereçam aplicações em reposição, a eficácia contraceptiva depende de características diferentes, e alguns hormônios não naturais podem ter ações que influenciam a libido ou reações cutâneas.
Essa visão abrangente reforça que decidir sobre contracepção na perimenopausa depende de avaliação médica individual, considerando risco, benefício e preferências da paciente. A orientação profissional continua fundamental para evitar erros comuns na interpretação de informações online.
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