A guabiroba, fruta nativa do Brasil, volta a ganhar espaço em quintais, chácaras e projetos de paisagismo produtivo. O resgate nostálgico acompanha o interesse por sustentabilidade e pela alimentação local.
Especialistas destacam o valor da planta, que cresce naturalmente no Cerrado e na Mata Atlântica. O movimento busca reconectar as pessoas ao cultivo doméstico e aos aromas naturais da fruta.
O foco público varia desde adultos até jovens urbanos, atraídos pela ideia de plantar no pé e colher frutos pequenos, de polpa suculenta, em casa. A guabiroba também aparece como opção de paisagismo funcional.
Fato e contexto
A guabiroba pertence à mesma família da goiaba, jabuticaba e pitangueira. Possui folhas com cheiro cítrico, flores brancas aromáticas e frutos amarelos quando maduros. O cultivo doméstico pode ocorrer em quintais e vasos grandes.
Cuidados e cultivo
O botânico Guilherme Ceolin explica que a árvore pode chegar a 10 metros, mas fica adequada em ambientes domésticos com poda regular. O cultivo requer covas de pelo menos 40 x 40 cm, solo bem drenado e matéria orgânica.
Regas devem ocorrer a cada dois dias após o plantio, com espaçamento gradual conforme o desenvolvimento. A planta resiste à seca, mas precisa de solo úmido na floração.
Produção e usos
A produção de frutos ocorre geralmente após o 3º ou 4º ano de plantio. Em ambientes restritos, o tamanho pode ficar próximo de 6 metros com as podas adequadas.
Do ponto de vista nutricional, a guabiroba apresenta fibras, vitamina C e flavonoides, com potencial anti-inflamatório. O uso de óleos das folhas também é citado por especialistas.
Propriedades e aplicações
Os óleos essenciais extraídos das folhas funcionam como anti-inflamatórios e antioxidantes. A aromaterapia também é mencionada como aplicação para relaxamento e vias aéreas desobstruídas, segundo o estudo de especialistas.
Cibele Santos, nutricionista, reforça que a fruta fortalece o sistema imunológico, apoia a síntese de colágeno e contribui para a proteção cardiovascular, além de favorecer a microbiota intestinal.
Entre na conversa da comunidade