A preparação para a Copa do Mundo envolve não apenas atletas e torcedores, mas também o setor elétrico. O objetivo é manter a TV ligada e evitar blecautes durante jogos de grande audiência. A demanda de energia precisa acompanhar o ritmo dos eventos a cada segundo.
O ONS acompanha a tabela de jogos para acionar usinas conforme o pico de consumo. Especialistas destacam que não é apenas o volume, mas o momento de concentração de energia. A ideia é evitar falhas no fornecimento em horários de jogos importantes.
Quando o Brasil entra em campo, o aumento repentino de consumo é intenso. Entre intervalos, há picos adicionais com uso de geladeiras e micro-ondas, por exemplo, o que exige planejamento de resposta rápida do sistema. Em partidas decisivas, a variação é ainda mais marcada.
Panorama recente e lições da Copa de 2022
Durante o jogo Brasil x Croácia, a fase de início apresentou queda de demanda, seguida por elevação rápida em minutos seguintes, com picos durante o intervalo e ao final da prorrogação. Os dados indicaram variações de milhares de megawatts em curtos períodos.
Na partida de abertura do Brasil no Catar, após o fim do jogo houve aumento expressivo de consumo na hora seguinte ao apito. Esse comportamento está relacionado a celebrações, janelas de consumo doméstico e retorno à rotina cotidiana.
Estratégias de operação do ONS
Para responder a picos, o ONS ordena o acionamento de hidrelétricas e de térmicas a gás e óleo diesel, por serem mais rápidas. Informações de operações antecipadas são compartilhadas com os empreendedores dessas usinas para preparo adequado.
O tempo de resposta das térmicas varia conforme a antecedência necessária. A preparação envolve manter sobreaviso elevado e evitar falhas sistêmicas que possam se propagar pelo sistema.
Contexto técnico e cenários
O planejamento também considera horários em que a geração solar cai, como no fim da tarde. Em momentos de jogos de alto interesse, a demanda pode subir substancialmente logo após o término das partidas.
Durante a Copa anterior, medidas incluíram suspensão de intervenções não essenciais na rede e a manutenção de reservas de capacidade. Não houve registro de subsequentes desequilíbrios relevantes no sistema.
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