Seções de porções maiores contribuíram para o aumento do consumo de alimento, segundo estudo. Uma reportagem do Estado de Minas, com informações de Lisa Young, da Universidade de Nova York, analisa o impacto do tamanho das porções na alimentação. Dados apontam que mais comida no prato pode levar ao consumo excessivo, muitas vezes sem percepção.
O crescimento das porções ficou evidente a partir dos anos 1980, especialmente nos EUA. Refeições fora de casa e a competição entre restaurantes impulsionaram a mudança, com empresas oferecendo porções maiores por preços próximos aos padrões.
Segundo Lisa Young, consumidores tendem a optar pela porção maior ao acreditar estarem fazendo um bom negócio. Embalagens e combos de ultraprocessados reforçam a percepção de uma quantidade “normal” de comida.
Pesquisas citadas indicam que dobrar o tamanho de uma porção pode elevar o consumo médio em cerca de 35%. O cérebro usa referências visuais e interpreta porções maiores como adequadas, mesmo quando não atendem à necessidade corporal.
A percepção de saciedade também demora a aparecer. Em muitos casos, o ato de continuar comendo ocorre de forma automática, dificultando o controle do consumo.
Por que pratos menores nem sempre resolvem
A ideia de usar pratos menores para reduzir a ingestão perdeu força em estudos recentes. O tamanho do prato sozinho não resolve o problema; a disponibilidade da comida e a facilidade de repeti-la pesam mais.
A recomendação é servir apenas a quantidade planejada e evitar travessas à mão durante a refeição, reduzindo a tentação de repetições.
Como encontrar a quantidade ideal
Não há medida única que sirva a todos. A quantidade ideal depende de idade, rotina, gasto energético e atividade física.
Alguns hábitos ajudam no controle de porções:
- Comer devagar e observar sinais de fome e saciedade.
- Evitar distrações durante as refeições.
- Atentar ao tamanho das porções e reduzir ultraprocessados.
Essa abordagem busca promover consciência sobre o que está no prato, evitando excessos sem dietas extremas.
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