A China trabalha para padronizar a numeração de robôs humanoides produzidos no país. O governo confirmou planos para um sistema de identificação único, citado pelo South China Morning Post. O projeto recebe o nome de Plataforma de serviço de gerenciamento do ciclo de vida completo de objetos humanoides.
A ideia é atribuir um código específico a cada robô bípede movido por IA. A sequência terá quatro tipos de informações, distribuídas em diferentes blocos numéricos. O sistema funciona como um identificador único por unidade.
Estrutura do código
- Dois dígitos para o código regional, voltados a remessas e vendas internacionais;
- Quatro dígitos para identificar o fabricante, ou seja, a empresa responsável pelo robô;
- Seis dígitos que representam o produto, tipo ou modelo;
- Dezenove dígitos? Não, quinze? Em texto original, 17 dígitos que funcionam como número de série único.
Essa numeração servirá para identificar unidades que deixam fábricas, acompanhar o serviço e indicar a destinação de materiais na reciclagem. O objetivo é aumentar a rastreabilidade da indústria.
O governo também ressalta que o monitoramento poderá detectar defeitos em modelos específicos e apontar irregularidades burocráticas. Tais funções são vistas como essenciais para facilitar a expansão global do setor.
A China tem promovido essa padronização como parte de um conjunto de medidas regulatórias. O objetivo é sustentar o crescimento de um segmento que já recebe atenção internacional, com forte presença de fabricantes no país.
A IDC aponta que o mercado global de robôs humanoides cresceu 508% em 2025, com venda de 18 mil unidades. A China figura entre os principais players, liderando os esforços de expansão no setor.
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