A inteligência artificial está começando a influenciar o financiamento de pesquisa científica na Europa e nos Estados Unidos. Relatos indicam que agentes de IA já ajudam a escrever projetos, preencher documentos e revisar textos, chegando a montar orçamentos e até enviar pedidos de apoio financeiro. A tendência, segundo a revista Nature, aumenta a produtividade, mas levanta questões sobre a integridade da ciência.
Especialistas apontam que o uso crescente de IA pode fazer com que projetos gerados por máquinas pareçam ter o mesmo nível de qualidade de propostas humanas. Tais sistemas podem favorecer algoritmos em detrimento da avaliação científica rigorosa, gerando decisões menos transparentes e potencializando escolhas aleatórias.
O impacto é visto como um desafio para os processos de avaliação de propostas. Observa-se um aumento nas solicitações de bolsas e verbas, o que dificulta o trabalho das agências de fomento. Dados indicam crescimento relevante de pedidos a instituições como a National Science Foundation.
Diante desse cenário, a comunidade científica alerta que agências brasileiras precisam acompanhar de perto as mudanças para evitar impactos negativos no financiamento. Entre as instituições citadas estão CNPq, Capes, Finep e Fapesp, que devem monitorar práticas e impactos na qualidade da avaliação.
Observatório da Inovação, com o professor Glauco Arbix, é citado como referência para esse debate. A coluna vai ao ar quinzenalmente, às terças, na Rádio USP, e está disponível também no YouTube, produzida pela Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
Entre na conversa da comunidade