O nutricionista Rodrigo Góes alertou sobre o risco cardíaco de Gabriel Ganley e de Matheus Lacerda 19 dias antes da morte do fisiculturista Ganley. O comentário ocorreu ao reagir a um vídeo em que os dois aparecem usando anabolizantes antes do treino. Góes disse que o coração precisa de atenção constante e que a insuficiência cardíaca é comum entre atletas do fisiculturismo.
Ganley, de 22 anos, foi encontrado na cozinha do apartamento onde morava, na zona leste de São Paulo, no sábado passado. O atestado de óbito aponta cardiomiopatia hipertrófica como causa, condição que deixa o músculo cardíaco espesso e pode aumentar o risco de arritmias.
Após a morte, Góes voltou às redes sociais para lamentar e explicar que o alerta feito anteriormente não era para acusar, mas para orientar. Ele afirmou ter indicados médicos especializados e ressaltou que o esporte pode ter acelerado uma fragilidade já existente.
Contexto médico e desdobramentos
A cardiomiopatia hipertrófica pode ser hereditária e dificultar a passagem de sangue, além de alterar batimentos cardíacos. Em comentário público, Góes lembrou que chegou a sugerir um acompanhamento médico específico para atletas, destacando a importância de monitoramento regular do coração em casos de uso de substâncias como esteroides.
Ganley era conhecido por análise de físico de celebridades nas redes, avaliando uso de anabolizantes ou naturalidade do treino. O caso permanece em investigação, com apuração de possíveis fatores reforçados pelo treino intenso e pelo uso de substâncias. A família não realizou novos boletins médicos até o momento.
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