Portugal acelera o plano espacial e aponta os Açores como centro europeu de lançamentos. O objetivo é transformar o arquipélago em base estratégica no Atlântico para operações espaciais, com foco em lançamentos de satélites, produção aeroespacial e tecnologia de cápsulas reutilizáveis.
O projeto principal envolve a construção de um porto espacial na ilha de Santa Maria. A infraestrutura deve apoiar lançamentos de pequenos foguetes e pousos de cápsulas reutilizáveis com operações previstas para 2028, incluindo a Space Rider, da Europa.
A Agência Espacial Portuguesa, criada em 2019, confirmou a modernização tecnológica do país nas últimas duas décadas e a qualificação de engenheiros formados nas universidades. Atualmente, cerca de 2 mil pessoas atuam no setor em ~80 empresas.
Em 2025, o setor gerou receitas em torno de 200 milhões de euros, conforme dados reportados, com potencial de expansão à medida que a base Açores avança na estratégia de custo reduzido de operações.
O espaço português ganhou destaque pela localização estratégica no Atlântico e pela aposta em custos operacionais menores, alinhando-se a metas de longo prazo para participação em projetos europeus.
A previsão aponta para o primeiro pouso marítimo autorizado na UE ainda no segundo semestre de 2026, nos Açores, pela Atmos Space Cargo, responsável pela cápsula Phoenix 2.1.
A Atmos Space Cargo informou que o pouso na água, em território da UE, foi autorizado, fortalecendo a atuação europeia no segmento de cápsulas reutilizáveis.
Produção de satélites
Paralelamente, Portugal investe na ampliação da capacidade de fabricação de satélites. Três centros industriais estão sendo desenvolvidos no Porto, em Coimbra e em Lisboa, para equipamentos voltados a comunicação, monitoramento ambiental, observação oceânica e combate a incêndios florestais.
O CEiiA, principal grupo industrial envolvido, já fabrica até quatro satélites civis por ano e planeja ampliar a produção nos próximos anos, ampliando a participação nacional no setor.
A estratégia nacional prevê foco em satélites menores e mais baratos, com custos estimados entre 20 milhões e 30 milhões de euros. A meta é colocar cerca de 30 satélites em órbita até 2030, com parceria possível com a Espanha e participação ampliada em projetos europeus, inclusive na área militar.
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