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Tecnologia da UFMS mapeia lavouras com precisão em menos de 24 horas

Drones e IA da UFMS mapeiam cana e soja em menos de 24 horas, identificando áreas de colheita, replantio e plantas daninhas, com economia de até 82% de insumos

Tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) mapeia áreas onde a colheita ou o plantio de cana-de-açúcar são necessários e onde há presença de plantas daninhas nas plantações de soja — Foto: Divulgação/GeoIA
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A UFMS desenvolveu uma tecnologia capaz de mapear lavouras com alta precisão em menos de 24 horas, abordando falhas na colheita de cana-de-açúcar e a detecção de plantas daninhas na soja. O sistema utiliza drones para capturar imagens de alta resolução e processa os dados com uma arquitetura de inteligência artificial.

Segundo o professor José Marcato Junior, da Faeng da UFMS, o mapeamento gera indicações sobre onde a colheita pode ocorrer, onde é necessário replantio e onde há infestação de plantas daninhas. A leitura inteligente identifica as áreas com precisão centimétrica para atuação de máquinas e aplicações de herbicidas.

A tecnologia combina uso de imagens aéreas com IA treinada a partir de centenas de artigos científicos. A ferramenta para cana aponta locais exatos para plantio ou colheita, reduzindo pisoteio e melhorando a produtividade do canavial.

Expansão para soja, impactos e parcerias

No caso da soja, o algoritmo delimita áreas com plantas daninhas invasoras, viabilizando aplicações de herbicidas de forma localizada. A precisão alcançada é de cerca de 98%, o que reduz o uso de insumos e favorece a sustentabilidade.

A comparação com métodos tradicionais aponta economia de insumos de até 82% e produção mais sustentável, conforme o fundador da startup. O desenvolvimento começou em 2018, inicialmente fora do setor agro, com arquiteturas de IA para diversos cenários, como queimadas no Pantanal.

No final de 2022, a Raízen solicitou o mapeamento de falhas e linhas de plantio em 60 mil hectares em poucos dias, demandando rapidez. A adaptação dos sistemas permitiu entregar o serviço em menos de 24 horas, segundo relatos da equipe.

Da pesquisa à empresa e à atuação no mercado

O projeto evoluiu para uma empresa de tecnologia, a GeoIA, criada a partir da UFMS. Hoje a startup atua com clientes de oito das 10 maiores usinas do setor sucroenergético no Brasil e busca contatos com operadores americanos.

De acordo com o CEO, a GeoIA faturou 4,5 milhões de reais em 2025 e projeta chegar a 8 milhões neste ano. A empresa mudou o posicionamento para oferecer uma solução genérica de visão computacional para o agronegócio, mantendo foco na sustentabilidade financeira e ambiental.

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