O estudo, publicado no dia 6 deste mês na Nature, relaciona a mutação genética dos camundongos cantores com a origem da fala humana. Pesquisadores do Cold Spring Harbor Laboratory, em Long Island, investigaram a evolução das vias neurais envolvidas na comunicação. A pesquisa envolve o roedor Scotinomys teguina, conhecido por seu repertório vocal diverso.
Os camundongos cantores emitem cantos que podem durar até 16 segundos, com tons audíveis e ultrassônicos. Eles não interrompem a fala entre parceiros, retomando os cantos após o término do outro. A equipe comparou cerebros de Scotinomys teguina com roedores geneticamente próximos.
O que revela o estudo é que essas mudanças evolutivas no cérebro teriam ampliado redes neurais específicas, resultando no canto dos roedores e oferecendo pistas sobre a origem da linguagem humana. A hipótese sustenta que a evolução genética divergiu humanos de espécies vizinhas, permitindo comunicação mais complexa.
Metodologia MAPseq
Os pesquisadores usaram MAPseq para mapear neurônios individuais. O método envolve infectar neurônios com um vírus para marcá-los e identificá-los, permitindo a construção de um mapa detalhado das conexões.
A análise examinou cérebros de Scotinomys teguina e de roedores próximos. Os camundongos cantores apresentaram, em média, cerca de três vezes mais neurônios enviando sinais do que os primos de laboratório.
Implicações da pesquisa
A equipe afirma que as mudanças evolutivas no cérebro explicariam o desenvolvimento da linguagem humana, ainda que em níveis diferentes. O estudo também valida o MAPseq como ferramenta de pesquisa neural, abrindo caminhos para novas investigações.
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