A Biohub, iniciativa filantrópica de Mark Zuckerberg e Priscilla Chan, anunciou nesta quarta-feira 27 um novo modelo de IA para acelerar a descoberta de medicamentos. A tecnologia foca em biologia de proteínas com finalidade terapêutica.
O sistema, baseado na quarta geração de modelagem evolutiva (ESM), foi treinado com sequências de proteínas da evolução natural. O objetivo é que a IA entenda padrões biológicos complexos para projetar proteínas úteis em tratamento.
Pesquisadores da Biohub já usaram o modelo para projetar ligantes de proteínas capazes de reativar células imunológicas. Os resultados em laboratório mostram avanços em direção a novas abordagens contra câncer e doenças do sistema imune.
Parcerias e acesso à tecnologia
A Biohub pretende tornar a ferramenta de código aberto e permitir contribuições de outros especialistas. Além disso, o sistema já está disponível via plataformas de análise biológica, incluindo AWS Bio Discovery e SandboxAQ.
O chefe de ciência da Biohub, Alex Rives, informou que a plataforma biohub.ai disponibiliza créditos de computação para pesquisadores utilizarem os modelos em servidores próprios. A iniciativa busca ampliar o alcance mundial.
Contexto da iniciativa e histórico
A Chan-Zuckerberg Initiative criou a Biohub em 2015 para pesquisas biomédicas. Em 2024, a aquisição da EvolutionaryScale ampliou o uso de IA na biologia sob a missão de curar ou prevenir doenças.
A Biohub descreve sua atuação como capaz de oferecer capacidade computacional, pesquisa e engenharia de IA para processos biológicos. A meta é apoiar cientistas ao redor do mundo sem precedentes tecnológicos.
Observação sobre o contexto público
A dupla Zuckerberg já enfrentou polêmicas recentes ligadas ao financiamento de projetos educacionais, alvo de acertos com entidades associadas à fundação. A Biohub mantém foco na pesquisa e na colaboração científica.
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