Pesquisadores utilizaram varredura LiDAR para identificar cidades antigas com cerca de 2.500 anos sob a vegetação amazônica. O levantamento revelou estradas, plataformas de terra e grandes áreas de cultivo, conectando assentamentos em uma malha urbana até então desconhecida.
A equipe destacou que a tecnologia atravessa a cobertura vegetal densa, removendo digitalmente a vegetação para revelar relevos e padrões geométricos. Em vez de estruturas isoladas, foram mapeadas vias retas e bairros conectados por praças cerimoniais.
Os achados foram obtidos no Vale do Upano, região equatoriana, com apoio de dados do CNRS da França. A análise indica organização urbana sofisticada, com regras coletivas claras e planejamento de uso do solo.
O que foi encontrado
Canais pluviais reticulados demonstram controle sobre inundações; plataformas residenciais de terra batida aparecem em conjunto com vias que ligam áreas habitadas a centros cerimoniais. Elevadas estruturas de plantações ficam entre zonas residenciais, mostrando manejo agrícola extensivo.
A pesquisa aponta ainda empregos de drenagem contínua para manter safras durante períodos chuvosos. Rampas e terra seca ajudam a evitar impactos de deslizamentos, mantendo a produção estável na paisagem tropical.
Implicações históricas
As evidências contrariaram relatos históricos que descreviam povos pequenos e dispersos. A complexa rede urbana sugere centralização de comando e circulação regional intensa, com produção agrícola em larga escala sustentando a população.
Embora o mapeamento por LiDAR tenha revelado a infraestrutura, as equipes ressaltam dificuldades físicas de escavar sob raízes gigantes. A preservação depende de ações que protejam o patrimônio de ameaças atuais, como atividades extrativistas.
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