Deitar na cama ao fim do dia deveria ser um momento de relaxamento, mas estudos recentes sugerem que o tecido das roupas de cama pode influenciar a qualidade do sono. Pesquisas indicam que tecidos sintéticos, especialmente o poliéster, favorecem a proliferação de bactérias, retenção de suor e a formação de odores.
O poliéster é comum na indústria por ser barato, resistente, de secagem rápida e com baixa necessidade de passar. A fibra, derivada do petróleo, absorve pouca umidade, fazendo com que o suor permaneça entre os fios e crie um ambiente quente e úmido propício a microrganismos.
Um estudo publicado na revista Applied and Environmental Microbiology comparou camisetas de algodão e poliéster após atividades físicas. As peças sintéticas apresentaram odor mais intenso, maior acidez e sensação desagradável em menos tempo, apontando para diferenças importantes entre as fibras.
Fibra versus ambiente
Especialistas destacam que o problema não está apenas no odor, mas na proliferação microbiana que pode ocorrer em temperaturas elevadas e com umidade retida. A recomendação prática é optar por fibras naturais como algodão, que tendem a absorver melhor a umidade.
Institutos apontam que a escolha de tecidos para roupas de cama pode impactar o conforto noturno e a sensação de frescor. Em ambientes quentes, a ventilação adequada e a troca regular de roupas de cama são medidas simples para reduzir acúmulo de suor e odores.
Profissionais de saúde recomendam considerar as características de cada material ao planejar a troca de jogos de cama. A informação é apresentada como forma de auxiliar na avaliação de conforto e higiene, sem impor escolhas.
Entre na conversa da comunidade