As previsões indicam que as temperaturas médias globais deverão permanecer próximas de níveis records entre 2026 e 2030. O relatório também aponta 75% de chance de a média nesses cinco anos superar em mais de 1,5°C os níveis pré-industriais, segundo a ONU.
A Organização Meteorológica Mundial, que reuniu pareceres de 13 institutos, divulgou o boletim nesta quinta-feira. O estudo destaca ainda 86% de probabilidade de superar o recorde do ano mais quente já registrado, mantido por 2024.
Segundo o documento, um evento El Niño está previsto para o final de 2026, aumentando a possibilidade de que 2027 seja o próximo ano a quebrar o recorde. Leon Hermanson é o autor principal do levantamento.
As projeções para o Pacífico tropical central apontam uma tendência preocupante nas condições do El Niño, especialmente para 2027 e 2028. O fenômeno eleva as temperaturas da superfície no Pacífico e costuma durar de nove a doze meses.
O El Niño criado em 2023-2024 contribuiu para tornar 2024 um dos anos mais quentes já registrados. O fenômeno é cíclico e afeta o clima global por vários meses, gerando impactos em padrões climáticos ao redor do planeta. AFP
El Niño e impactos previstos
A agência ressalta que o El Niño intensifica a temperatura global e pode alterar padrões de chuva e tempestades em várias regiões, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e preparação de políticas climáticas.
Entre na conversa da comunidade