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Abismo gigante na Islândia revela dois continentes submersos após 100 anos

Fenda de Silfra, Islândia, oferece água glacial filtrada por décadas, com visibilidade superior a 100 metros entre placas tectônicas a 2 °C a 4 °C

Fenda de Silfra corta rochas vulcânicas no parque islandês
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Na Islândia, a Fissura de Silfra ganhou notoriedade por ser um abismo submerso tão claro que a água parece sumir ao redor do mergulhador. Originou-se após um terremoto em 1789 que fracturou o solo rochoso da região.

A fenda fica no Parque Nacional Thingvellir, sobre a Dorsal Mesoatlântica. A contínua atividade sísmica mantém as placas da América do Norte e da Eurásia separadas, a uma taxa estimada de 2 centímetros por ano.

O conjunto forma um trench submerso de cerca de 600 metros de extensão, com até 200 metros de largura e profundidade que atinge 63 metros em áreas restritas a mergulhadores com certificação avançada.

Dimensões e zonas de exploração

O traçado geológico abriga quatro setores distintos, com relevos basálticos agudos e desafios diferentes para quem explora debaixo d’água.

  • Silfra Big Crack: fenda estreita, cerca de 0,5 metro de largura.
  • Silfra Hall: salão aquático amplo com alta visibilidade horizontal.
  • Silfra Cathedral: paredes de rocha vulcânica negra cobertas por algas.
  • Silfra Lagoon: área rasa para o fechamento da expedição.

Filtragem e qualidade da água

A água glacial percorre, por cerca de 50 quilômetros, rocha vulcânica porosa antes de chegar à superfície, levando entre 30 e 100 anos para filtrar naturalmente.

Esse processo remove bactérias e partículas em suspensão, resultando na visibilidade que pode superar 100 metros horizontais. A água permanece entre 2 °C e 4 °C durante o ano inteiro.

Experiência de mergulho e requisitos

As águas frias obrigam o uso de roupas secas de neoprene fornecidas pelas operadoras locais. A sensação de flutuar sobre as rochas da dorsal é comum entre os visitantes, com visibilidade destaque acima de 100 metros.

A distância até Reykjavik é de cerca de 40 quilômetros, dentro do Parque Nacional Thingvellir, reconhecido pela UNESCO. O acesso é controlado, com necessidade de agendamento e cumprimento de regras de segurança.

Para mergulho e snorkeling, é exigido ingresso ambiental, certificação internacional de mergulho em alta profundidade, guia credenciado e equipamentos térmicos adequados para evitar hipotermia.

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