Edgar Morin, um dos mais relevantes pensadores do século XX, morreu nesta sexta-feira (29), aos 104 anos. A confirmação foi feita por dois pesquisadores ligados ao pesquisador, Nelson Vallejo-Gomez e Alfredo Pena-Vega, que atestaram o falecimento.
Nascido em Paris em 21 de julho de 1921, Morin foi um dos grandes divulgadores da filosofia da complexidade. Formado em direito, história e geografia pela Sorbonne, teve atuação marcada pela resistência durante a ocupação nazista, na França, e pelo engajamento intelectual que o levou a pensar a interconexão entre ciência, política e meio ambiente.
Ao longo de mais de seis décadas, Morin assinou cerca de 70 livros. Entre as obras mais conhecidas estão O Método, escrito em seis volumes entre 1981 e 2008, e Ciência com Consciência, de 1982. Sua trajetória inclui participação em movimentos antifascistas, atuação no CNRS e colaboração com intelectuais franceses e de outros países, inclusive o Brasil.
A obra de Morin cruzou áreas como sociologia, filosofia, ciência da educação e Estudos sobre o Meio Ambiente. Entre os temas centrais estavam a necessidade de reconhecer a interdependência dos saberes e a defesa de uma visão global frente aos problemas da humanidade, incluindo a ética, a política e a ciência. Morin também se tornou conhecido por debates sobre o papel da educação e pela crítica aos modelos excessivamente fragmentados do conhecimento.
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